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Orquestra da Fundação Carlos Gomes abre o 29° Festival Internacional de Música do Pará

Ao som da Orquestra Sinfônica da Fundação Carlos Gomes foi iniciado na noite deste domingo, 5, o 29° Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa), no Theatro da Paz. A programação se estenderá até o dia 12 de junho e terá diversas atrações nacionais e internacionais, além de oficinas e palestras em diversas áreas musicais.

Neste ano, a novidade está na jovem orquestra da Fundação, formada por alunos e professores, que pela primeira vez abriu o festival. Além disso, o evento deste ano fará uma homenagem aos 400 de Belém, por meio de uma parceria com conservatórios portugueses que apresentaram a ópera “A Rainha Louca”, na Igreja de Santo Alexandre.

Entre os convidados deste ano estão o bandolinista Hamilton de Holanda, os saxofonistas Léo Gandelman e Humberto Araújo, o maestro holandês Jacob Slagter, a cantora paulista Cida Moreira, o quinteto holandês Valerius Ensemble, o contrabaixista Thiago Espírito Santo, os maestros brasileiros Ernani Aguiar e Tobias Volkmann e grandes cantoras e instrumentistas de Portugal, país amigo de onde herdamos boa parte da nossa cultura.

Além dos diversos concertos, oficinas e palestras, o festival também terá três apresentações, nos dias 6, 8 e 10 de junho, da ópera “A Rainha Louca”, do compositor português Alexandre Delgado, na Igreja de Santo Alexandre, em parceria com conservatórios portugueses, que homenageia diretamente os 400 anos de Belém.

“É um pouco difícil homenagear os 400 anos de Belém musicalmente com as obras que existiram na época, pois não seria possível preencher a semana do festival com tudo isso. No entanto, nós tivemos a ideia de fazer

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uma parceria com músicos portugueses do Conservatório de Aveiro, com o Conservatório do Porto e de Lisboa e conseguimos fazer algo inédito: trazer a ópera “A Rainha Louca”, dedicada a Maria II, que faleceu há 200 anos e enlouqueceu no período que fugiu de Napoleão para vir se instalar em Belém do Pará. A obra terá uma apresentação belíssima que, com certeza, encantará ao público paraense”, diz Paulo José Campos de Melo, presidente da Fundação.

Formação

Conhecido pelas grandes apresentações, o festival possui um caráter principalmente didático. A orquestra da casa faz parte do processo de ensino dos músicos e o intercâmbio com outros profissionais da música é uma das ferramentas fundamentais para a melhoria destes alunos.

“A nossa meta do Festival não está concentrada apenas nas apresentações e nos concertos, mas na integração entre os músicos e alunos da casa com os músicos convidados, tanto que a orquestra que originou este projeto não é mais uma orquestra, ela agora faz parte da coordenadoria de pesquisa e extensão e será utilizada pelos alunos. É uma orquestra laboratorial, que será usada pelos alunos e também será um instrumento de trabalho para que alcancemos nossos objetivos, pois esta também é uma determinação da legislação dos cursos de música no Brasil”, explica Paulo José.

O maestro convidado, Tobias Volkmann, regente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é também o responsável por reger a apresentação da Orquestra Sinfônica da Fundação Carlos Gomes desde a sua primeira apresentação, em 2015. Ele fala sobre o empenho e dedicação dos jovens músicos paraenses, que tiveram uma rotina de ensaios intensos diariamente nas últimas semanas, visando o festival.

“Sob a perspectiva de quem já esteve aqui em Belém no ano passado trabalhando com os mesmo alunos, o crescimento da orquestra foi incrível, pois os desafios foram maiores com o atual repertório. Esta é a prova de que apostar nos seus alunos jovens do Pará, na força do jovem paraense, é a aposta certa. A orquestra cresceu tanto que agora abre o Festival. Posso dizer que, além da história, a Fundação Carlos Gomes tem o presente para mostrar talento, dedicação, esforço e trabalho”, declara o maestro.

Amanda Jimenez, 19, é uma das alunas que se apresentou na abertura do festival. Ela é uma jovem experiente na música. Estuda violino desde a infância e já passou pela Universidade Federal do Pará, depois por um período de estudos em Havana (Cuba) e retornou para o Brasil, onde atualmente se dedica ao curso de bacharelado em violino na Fundação Carlos Gomes.

“A nossa preparação foi intensa e se deve também ao apoio dos nossos professores. Nós achamos o repertório complexo no início e tivemos que testar toda a nossa bagagem para entender a peça. O maestro Tobias nos ajudou o suficiente para que a entendessemos e para que pudéssemos interpretá-la e principalmente para que a música chegasse facilmente ao público. Este foi um grande trabalho em conjunto, 50% dos alunos e 50% dos professores, e isso é o espírito de uma orquestra”, diz Amanda.

Bernardo Barros, 20, também é músico da fundação, estuda violão clássico e esteve na plateia ao lado das amigas Ruanne Ribeiro, 20, e Bárbara Barros, 17. Ele sonha em um dia participar da Orquestra, mas enquanto isso não ocorre, ele assiste às apresentações dos colegas e leva amigos para conhecer o universo da música clássica.

“A maior oportunidade que vejo aqui é o aprendizado. Eles trazem muita gente de fora e nós podemos ver tanto as orquestras daqui quanto as de fora. Nós temos a oportunidade de aprender muito com essa troca de experiências e isso é um grande incentivo para os alunos. Eu me imagino e sonho e um dia estar lá naquele palco me apresentando com eles”, diz Bernardo.

Por Diego Andrade